Quanto gasta em entregas de comida por mês e como calcular
Uma encomenda de comida raramente parece cara quando se olha para ela sozinha. O que pesa é a soma: quantas vezes por semana, quantas semanas por mês. Aqui estão as contas para os cenários mais comuns, com exemplos explícitos, e o passo a passo para chegar ao seu número.
Porque é que não há um número que sirva a todos
Quem procura "quanto se gasta em entregas de comida por mês" costuma estar à espera de uma média. O problema é que uma média não lhe diz nada sobre si. Junta quem encomenda uma pizza por mês com quem resolve o almoço e o jantar pela app todos os dias, e o resultado é um valor que não descreve nenhum dos dois.
A variável que muda tudo é a frequência. Duas pessoas que gastam o mesmo por encomenda podem ter contas mensais que diferem cinco vezes, só porque uma encomenda ao fim de semana e a outra encomenda nos dias de trabalho. Por isso, em vez de partir de um número de mercado, este artigo parte de exemplos hipotéticos e explícitos, e de seguida mostra como fazer a conta com os seus dados.
A fórmula é simples e vale para qualquer cenário: valor por encomenda, vezes encomendas por semana, vezes 4,33, que é a média de semanas num mês. Para o ano, multiplique por 52 em vez de 4,33.
Quanto uma encomenda de 20 € vira no mês
Pense numa encomenda típica de jantar para uma pessoa: um prato, uma bebida, a taxa de entrega e talvez uma taxa de serviço. Arredondando, 20 €. Com esse valor de exemplo:
1 vez por semana: cerca de 87 € por mês, ou 1.040 € por ano.
3 vezes por semana: cerca de 260 € por mês, ou 3.120 € por ano.
5 vezes por semana: cerca de 433 € por mês, ou 5.200 € por ano.
O salto entre o primeiro e o último cenário assusta, e é aí que está a surpresa de quem nunca fez a conta. Encomendar "só nos dias mais apertados" pode facilmente querer dizer 3 ou 4 vezes por semana. E se a encomenda típica for para dois, ou incluir a pizza familiar de sábado, o valor por encomenda sobe e tudo o resto sobe com ele.
O caso do almoço durante a semana
Muita gente que trabalha em casa, ou num escritório sem cantina, resolve o almoço com o prato do dia entregue à porta. Cada encomenda é mais pequena do que a do jantar, mas a frequência é alta. Um exemplo: cinco pratos do dia por semana a 9 €, já com a taxa, dão cerca de 195 € por mês.
É um gasto que muitas vezes nem é visto como "entregas", porque substitui uma refeição necessária e não um capricho. Ainda assim, vale a pena entrar na conta, porque é dinheiro a sair pelo mesmo canal. No catálogo do SemFood, a secção de pratos do dia tem casas como a Tasca da Ti Lurdes, com o quadro de ardósia à porta e o bacalhau à Brás a 8 €, pensadas para a encomenda do dia a dia e não para a da comemoração.
Se o almoço é o seu caso, compare com a alternativa real: cozinhar ao domingo para a semana, levar marmita de casa ou almoçar na tasca ao pé do trabalho. O artigo comer fora ou encomendar para casa faz essa comparação com mais pormenor.
Como chegar ao seu número em cinco minutos
1. Abra o histórico das apps de entregas e conte as encomendas dos últimos 30 dias. Se usa mais do que uma app, faça-o em todas.
2. Some os totais pagos, com taxa de entrega, taxa de serviço e gorjeta, se deu alguma. O preço do prato, sozinho, engana.
3. Divida o total pelo número de encomendas. Esse é o seu valor médio por encomenda, e é ele que deve usar nas contas acima em vez dos 20 € do exemplo.
4. Veja o extrato do cartão e os pagamentos feitos pelo telemóvel para apanhar encomendas feitas fora das apps, por telefone ou diretamente ao restaurante, e o take-away que foi buscar ao balcão. Costumam ficar de fora da estimativa.
Se preferir não abrir nada agora, o Poupançómetro faz a conta com dois números: quantas vezes encomenda por semana e quanto custa uma encomenda típica. Mostra o total por mês e por ano, que é o número que costuma mudar comportamentos.
O que fazer com o número
Saber o valor não o obriga a cortar nada. Pode ser que as entregas caibam no seu orçamento e comprem exatamente o que quer: tempo e descanso. O problema é quando o gasto cresce sem que tenha decidido isso. Com o número na mão, a decisão volta a ser sua.
Se o valor o incomodou, os passos seguintes são o guia de como gastar menos em entregas de comida e o do orçamento mensal para entregas.
E se percebe que gosta mais de escolher e acompanhar do que de comer, o SemFood simula a encomenda inteira sem cobrar e sem entregar nada. Comece pelo Poupançómetro e depois conheça os restaurantes do SemFood.
Quanto gasta quem encomenda comida 3 vezes por semana?
Depende do valor de cada encomenda. Num exemplo de 20 € por encomenda, cerca de 260 € por mês e 3.120 € por ano.
Como calculo o meu gasto mensal em entregas?
Multiplique o valor médio por encomenda pelo número de encomendas por semana e depois por 4,33. Para o ano, multiplique por 52. O Poupançómetro do SemFood faz esta conta por si.
Como descubro quanto já gastei nas apps de entregas?
Some os totais das encomendas no histórico de cada app nos últimos 30 dias, com taxas e gorjeta, e confira o extrato do cartão para apanhar encomendas feitas fora das apps.
O prato do dia entregue no trabalho entra na conta?
Entra. Cinco pratos do dia por semana a 9 € dão cerca de 195 € por mês. Mesmo sendo uma refeição necessária, é dinheiro a sair pelo mesmo canal.